sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

50 Tons de Merda

50 Tons de Merda

 Depois de uma ausência causada por uma série de pequenos problemas de saúde, problemas profissionais e mais aquela bagunça típica de final de ano, eis me aqui de volta, e aos poucos retorno à rotina de postagens.

 Quem me conhece de verdade sabe do meu desagrado com a série de livros 50 Tons de Cinza. Então aproveitando o lançamento do segundo filme baseado nela vou deixar aqui bem claro minha opinião sobre isso.

 Em primeiro lugar, vamos falar do lado positivo. 50 tons tornou popular o bdsm, o que fez milhões de pessoas se interessarem pelo assunto e pesquisarem a respeito. Com isso, muitas pessoas puderam explorar e conhecer a própria sexualidade e buscarem seus desejos.

 O problema é que isso foi feito com um livro, que além de ser horrivelmente mal escrito, retrata uma relação abusiva com um personagem que, disfarçado de dominador, comete abusos emocionais sobre a “mulher que ama”. E muita gente pensa que isso é bdsm.

 Não é!

 Grey não respeita palavras de segurança ou limites da mulher que se entrega para ele. Persegue ela como um psicopata. É um maníaco por controle que se diz dominador e usa o dinheiro para mostrar poder.

 “Dominadores” como ele tem muitos por aí. Gente que não entende nem os conceitos mais básicos do BDSM como o fato de ser SÃO, SEGURO E CONSENSUAL!!!!

 É o livro e o filme de uma relação abusiva, nada mais do que isso.

 Então, por favor, se você está entrando no mundo do BDSM por causa dessa história, pesquise mais, desenvolva empatia, e lembre sempre da importância da CONSENSUALIDADE de qualquer relação.

Podem deixar que se vocês não aprenderam isso ainda, eu vou continuar repetindo até vocês aprenderem.