"Vejo aqui pelo seu currículo que você tem apenas uma experiência geral e básica de spanking. Bom, eu sinto informar, mas para poder preencher a vaga de minha submissa se faz necessária uma experiência avançada nesta área, além de uma especialização em canning."
A fala acima não é totalmente real, mas é bem próxima a recebida por algumas submissas com quem converso.
Essa é a fala do tipo de Falso Dom que eu chamo de "Dom RH", pois, assim como um profissional de recursos humanos em uma empresa, este falso dom quer alguém que se encaixe em todos os pré-requisitos para a vaga de sua submissa.
Este falso dom se considera muito experiente, e talvez o seja, mas lhe falta a paciência de acolher uma submissa não tão experiente, ou com experiências diversas da dele, para adestrá-la e introduzi-la a certas práticas ou ensiná-la sobre suas preferências (isso sem falar de descobrir as dela).
Também falta a este falso dom a humildade para reconhecer que BDSM é uma relação e que ninguém é dominador sozinho. Sendo assim, é preciso estar aberto para os limites e desejos da submissa a fim de poder ampliar as experiências desta relação que ambos vivem juntos.
Muitas vezes este falso dom não tem a experiência que tanto proclama. Preso a um ideal do que é uma "verdadeira relação BDSM". Com uma lista de requisitos que devem ser cumpridos para que a relação se enquadre em seu ideal.
A vantagem deste falso dom é que, normalmente, ele é fácil de se livrar. Basta não corresponder às suas muitas expectativas.
A desvantagem é a quebra na auto-estima da submissa que ele rejeita.
Então, submissa que estiver me lendo, se você já encontrou um "dominador" desses, quero lhe dizer: O problema não é com você! Algum dia você irá encontra o dominador que terá a paciência e a responsabilidade de te conduzir e adestrar da forma que te for mais prazerosa.
Termino esse post pedindo para que deixem dúvidas e sugestões nos comentários abaixo.
Grande abraço!
Blog sobre sexualidade humana, focado na teoria e prática do BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sadismo/Masoquismo).
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
domingo, 25 de setembro de 2016
Práticas - Bondage
É a terceira vez que escrevo este post.
Quando decidi fazer uma série de postagens sobre as práticas do BDSM eu sabia que precisava começar pelo Bondage. Simplesmente porque esta foi, possivelmente, a primeira prática a me atrair para este mundo. talvez até mais do que a dominação psicológica, sobre a qual falarei em um outro post.
Então, qual o problema que me fez reescrever tantas vezes esse post sobre um assunto que tanto me interessa?
A resposta é que preciso confessar uma coisa. Apesar de ser a prática que mais me fascina no BDSM, fascinação essa que vem de um tempo que eu nem sabia o que era nem como se chamava, considero que ao longo dos anos minha prática com ela foi deveras limitada.
Pratiquei com algemas, lencóis, echarpes, fitas e similares, mas faltaram-me a coragem, o conhecimento e a oportunidade de me aprofundar no caminho das cordas que tanto marcam esta prática, e de aprender aquelas belas amarrações. Nem vou me atrever a falar aqui sobre o shibari, técnica similar ao bondage, mas muito mais complexa e de uma admirável beleza estética.
Bom, se você veio aqui saber um pouco sobre essa prática, vou compartilhar o que sei e, no fim, terei um presente para você.
Bondage é a arte da imobilização com finalidade erótica. Sua principal função é deixar a pessoa imobilizada (chamada de bondagê ou bondagette, mas aqui chamarei de submissa por uma questão de preferência pessoal) a mercê do/da bondagista (que chamarei de agora em diante de dominador pelos mesmos motivos).
Em última instância, o bondage é uma entrega de controle sobre o próprio corpo.
O dominador, de posse desse controle, pode realizar ou negar estímulos, utilizar de seus fetiches mais sádicos e/ou fazer uso de outras práticas sobre o corpo da submissa sem que esta tenha qualquer poder para impedí-lo (exceto, é claro, nossa boa e velha amiga, a palavra de segundaça.
Outro uso do bondage, e aqui a minha supracitada falta de experiência resmunga, é o uso das cordas a fim estimular a submissa com nós bem colocados, amarrações ao redor dos seios e cordas que deslizem por áreas mais sensíveis do corpo dela a partir de seu, mesmo que limitado, movimento, principalmente quando este movimento visa ajustar-se a uma posição incômoda imposta por estas mesmas cordas.
Entre as práticas comummente associadas ao bondage, e que ao longo do tempo comentarei aqui, estão:
Spanking
Dominação Psicológica
Roleplay
Privação dos sentidos
Controle do Orgamo
Waxing (velas)
Entre Outras.
Algumas precauções devem ser seguidas para a realização desta prática visando o “São, Seguro e Consensual”:
Tenha uma relação de confiança mútua com a pessoa que irá te amarrar.
Estude antes de praticar.
Se você for imobilizar alguém pela primeira vez, comece devagar, não tente deixá-la totalmente imobilizada logo de cara. De preferência deixe formas de escapar que ela possa fazer sozinha.
Algumas pessoas tem dificuldade de lidar com cordas ou algemas de primeira. Use as roupas dela ou fitas. Essa dica é um complemento para a dica acima.
Com o tempo e a prática (tanto das cordas quanto da relação), poderá ousar mais. Como tudo no BDSM é uma questão de testar limites.
Se for usar uma mordaça, combine uma outra forma de “palavra de segurança” entre vocês. Um determinado movimento feito por uma parte do corpo que NÃO ficará imobilizada, por exemplo.
Se usar cordas, tenha uma corda a mão uma tesoura especial para cortá-las em uma situação de emergência.
Cuidado para não impedir a circulação.
Não comprima articulações.
Não deixe a pessoa amarrada sozinha. (nada impede de criar a ilusão que você a deixou, entretanto).
Termino este post gigantesco por aqui, sabendo que estou longe de esgotar o assunto e prometo retomá-lo em um momento futuro.
Deixem dúvidas e sugestões nos comentários abaixo e responderei tão rápido quanto possível.
Por fim, deixo link para uma série de vídeos que encontrei no youtube com tutoriais passo a passo para a prática do bondage. Nunca é tarde para (re)começar a aprender.
Grande abraço a todos.
Quando decidi fazer uma série de postagens sobre as práticas do BDSM eu sabia que precisava começar pelo Bondage. Simplesmente porque esta foi, possivelmente, a primeira prática a me atrair para este mundo. talvez até mais do que a dominação psicológica, sobre a qual falarei em um outro post.
Então, qual o problema que me fez reescrever tantas vezes esse post sobre um assunto que tanto me interessa?
A resposta é que preciso confessar uma coisa. Apesar de ser a prática que mais me fascina no BDSM, fascinação essa que vem de um tempo que eu nem sabia o que era nem como se chamava, considero que ao longo dos anos minha prática com ela foi deveras limitada.
Pratiquei com algemas, lencóis, echarpes, fitas e similares, mas faltaram-me a coragem, o conhecimento e a oportunidade de me aprofundar no caminho das cordas que tanto marcam esta prática, e de aprender aquelas belas amarrações. Nem vou me atrever a falar aqui sobre o shibari, técnica similar ao bondage, mas muito mais complexa e de uma admirável beleza estética.
Bom, se você veio aqui saber um pouco sobre essa prática, vou compartilhar o que sei e, no fim, terei um presente para você.
Bondage é a arte da imobilização com finalidade erótica. Sua principal função é deixar a pessoa imobilizada (chamada de bondagê ou bondagette, mas aqui chamarei de submissa por uma questão de preferência pessoal) a mercê do/da bondagista (que chamarei de agora em diante de dominador pelos mesmos motivos).
Em última instância, o bondage é uma entrega de controle sobre o próprio corpo.
O dominador, de posse desse controle, pode realizar ou negar estímulos, utilizar de seus fetiches mais sádicos e/ou fazer uso de outras práticas sobre o corpo da submissa sem que esta tenha qualquer poder para impedí-lo (exceto, é claro, nossa boa e velha amiga, a palavra de segundaça.
Outro uso do bondage, e aqui a minha supracitada falta de experiência resmunga, é o uso das cordas a fim estimular a submissa com nós bem colocados, amarrações ao redor dos seios e cordas que deslizem por áreas mais sensíveis do corpo dela a partir de seu, mesmo que limitado, movimento, principalmente quando este movimento visa ajustar-se a uma posição incômoda imposta por estas mesmas cordas.
Entre as práticas comummente associadas ao bondage, e que ao longo do tempo comentarei aqui, estão:
Spanking
Dominação Psicológica
Roleplay
Privação dos sentidos
Controle do Orgamo
Waxing (velas)
Entre Outras.
Algumas precauções devem ser seguidas para a realização desta prática visando o “São, Seguro e Consensual”:
Tenha uma relação de confiança mútua com a pessoa que irá te amarrar.
Estude antes de praticar.
Se você for imobilizar alguém pela primeira vez, comece devagar, não tente deixá-la totalmente imobilizada logo de cara. De preferência deixe formas de escapar que ela possa fazer sozinha.
Algumas pessoas tem dificuldade de lidar com cordas ou algemas de primeira. Use as roupas dela ou fitas. Essa dica é um complemento para a dica acima.
Com o tempo e a prática (tanto das cordas quanto da relação), poderá ousar mais. Como tudo no BDSM é uma questão de testar limites.
Se for usar uma mordaça, combine uma outra forma de “palavra de segurança” entre vocês. Um determinado movimento feito por uma parte do corpo que NÃO ficará imobilizada, por exemplo.
Se usar cordas, tenha uma corda a mão uma tesoura especial para cortá-las em uma situação de emergência.
Cuidado para não impedir a circulação.
Não comprima articulações.
Não deixe a pessoa amarrada sozinha. (nada impede de criar a ilusão que você a deixou, entretanto).
Termino este post gigantesco por aqui, sabendo que estou longe de esgotar o assunto e prometo retomá-lo em um momento futuro.
Deixem dúvidas e sugestões nos comentários abaixo e responderei tão rápido quanto possível.
Por fim, deixo link para uma série de vídeos que encontrei no youtube com tutoriais passo a passo para a prática do bondage. Nunca é tarde para (re)começar a aprender.
Grande abraço a todos.
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